Big Biker 2006 2.etapa
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O BIG BIKER 2006, na segunda etapa inovou, dessa vez indo para uma região muito bonita de Minas Gerais, ate então desconhecida por muitos, mais precisamente na cidade de Itanhandu.
Pela primeira vez, nas provas do BIG, corri com uma parceira nesta etapa. De inicio, ela estava apreensiva em rodar quase 100 km, eu quase me arrependendo de chamar a Dani pra entrar nesta roubada, mas no fim deu tudo certo... bem quase tudo.

Largada de um Big, e sempre uma festa, e uma muvuca também. E dessa vez, tinha que estar atento pra não perder minha parceira de vista. Tarefa difícil no meio de dezenas de bicicletas e ciclistas com suas roupas coloridas, e uma tremenda poeira.

Passados os primeiros kilometros, reduziu bem o numero de ciclistas embolados, mas ainda havia grupos pequenos pedalando juntos quase o tempo todo.  Eu e minha companheira, a Dani, estávamos bem sintonizados nos treinos, apesar de nunca termos treinado juntos, estávamos iguais: com a língua arrastando no chão...
Claro, que isso é só no começo, por termos um biotipo parecido, nós demoramos um pouco pra pegar embalo. Mas depois de alguns kilometros, já vínhamos ate conversando pelo caminho.
E o caminho foi passando, os kilometros aumentando, um visual lindíssimo por sinal, e a cada nova curva era um espetáculo da natureza.

Depois de uns 35 km, comecei a sentir o joelho, e a bike perder o rendimento. Fiz uma rápida parada para elevar a altura do selim, que parece ter resolvido, momentaneamente, mas a bicicleta parecia grudada na terra, quando constatei aquilo que todo competidor abomina numa prova: pneu furado.
Como, estava apenas murcho, corri para alcançar minha companheira, para depois trocar a câmera. Parei uma vez, para dar uma enchida, e tentar chegar onde estava minha parceira. Perdi muito tempo nesse trajeto, pois fazia muita força para manter um ritmo forte para alcança - lá. Quando cheguei, ela já estava tinindo pra sair a todo vapor, mas tive que parar para trocar a câmera.

Com a ajuda da Dani, troquei rapidamente a câmera para seguir viagem, e logo estávamos no caminho da roça. Tudo tranqüilo, se não fosse umas subidinhas chatas pelo caminho, quando notei que meu pneu estava murchando novamente! Ninguém merece ainda mais no BIG...

Consegui chegar até o seg. ponto de água do percurso da pró. Aproveitei para dar uma boa calibrada no pneu, pensando que eu não tivesse enchido o suficiente da primeira vez. Logo estávamos numa rodovia, que em dois ou 3 km de pura descida, deram um refresco para os músculos.

Tudo isso nos atrasou muito, nossa meta era chegar o mais depressa possível no apoio do CAB para recuperar as energias e seguir viagem. Mesmo com o pneu esvaziando devagar, pensava em chegar logo ao apoio para trocar novamente a câmera. Foi ai que começou nosso martírio de fato.
Chegando ao local onde DEVERIA estar o apoio, não encontramos mais ninguém. Tinha esperança que o Rincon pudesse estar mais pra dentro do percurso, que meu odometro estivesse errado, mas os kms foram aumentando e nada. E pra piorar, a altimetria indicava a partir daquele ponto, subidas muito fortes por um bom tempo.

A ultima esperança era o ultimo ponto de água antes de subir a serra, mas neste também já não havia mais ninguém, a não ser dezenas de copos no chão indicando onde estava o ponto de água. A situação era critica meu pneu esvaziando e quase sem água, ainda teria que enfrentar aquela serra interminável.

Pra minha sorte, um competidor que alcançamos, logo depois do ponto de apoio (onde era) passou a andar junto conosco e gentilmente me emprestou uma câmera nova. E por coincidência, se chama Alexandre. Agora estavamos procurando algum local com sombra, o que era difícil no meio da serra e com o sol a pino.
Por sorte, encontramos um local, que inclusive passava um riachinho, tinha sombra e água fresca...hehe.

Troquei a câmera, estava reabastecendo água, e comendo umas barrinhas que tinha levado, quando surge o pior desgosto para um competidor do BIG: O caminhão vassoura!
Conversa vai, vem, informações sobre o percurso que ainda faltava, e decidimos seguir pedalando. Faltava um ou dois kms de subida, e depois, só alegria, descidas, downhills e tudo o mais que fosse pra baixo, ou plano.

Minha parceira já nos esperava no topo da subida, aflita com o horário, mas pelos meus cálculos, as fortes descidas nos adiantariam muitos kms com boa velocidade. Bom, pra todos que fizeram esta parte do circuito, nem preciso dizer como foi emocionante, descer a todo vapor, pelas curvas da serra contemplando todo o visual da paisagem. Seria fim-de-carreira deixar de pedalar nesta trilha pra ficar sacolejando no caminhão.

Não pra mim, e nem pros meus companheiros de pedal, que de dupla, acabamos virando um trio que seguiu juntos ate o fim. Ora ou outra escutávamos o caminhão vassoura vindo atrás de nos, mas a primeira descida mais forte, e já ficava pra trás de novo. O caminho estava tranqüilo, sem nenhuma subida forte, e logo na entrada do single-track, o caminhão nos alcançou.  Atravessamos este inusitado percurso, quando no final o motorista nos esperava, para indicar o caminho, já nos metros finais dentro da cidade. Mas aqueles metros finais pareciam levar uma eternidade para acabar, ainda mais depois de passar por tantos contratempos e ter pedalado mais de 90kms...

A barraca de apuração da chegada já estava sendo desmontada, talvez por um erro da organização, que recebeu a falsa informação de que não faltava mais ninguém. Isso inclusive deve ter sido o motivo de não haver mais nenhum ponto de água depois da metade do caminho.

Pode ser que nem tenham registrado nosso tempo, mas sem medalha eu não ia ficar, depois de todo aquele esforço, não seria justo não levar esse troféu pra casa. Um rapaz muito simpático da organização rapidamente foi buscar nossas merecidas medalhas, nos entregando com muito orgulho, como se estivesse premiando os primeiros colocados. O BIG tem muito disso, fora o pessoal que disputa as primeiras posições, todos tem um objetivo comum: CHEGAR! E chegar ao final de uma prova do BIG, por si só, já é uma grande vitória.

Parabéns inclusive aos atletas do CAB que chegaram entre os primeiros colocados, e também a todos que terminaram esta difícil prova.

Quero agradecer especialmente a Daniela, minha parceira nesta aventura, alias, nisso ela é craque, já que ela participa de corridas de aventura. A Dani esperou pacientemente, em todos os momentos que eu vinha me arrastando com o pneu furado.
E também ao Alexandre, que me emprestou a câmera, foi nosso companheiro ate o fim, e ficou empolgado pra fazer parte da família CAB no próximo BIG. Te esperamos lá.

Mais fotos podem ser vistas clicando aqui

Comentários
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Marco Rincon - Apoio   | 200.217.181.xxx | 02-08-2006
Puts! realmente houve uma informação que não havia + ninguém e estavão no Vassourão, mas deixo registrado minhas desculpas!!!

BIKEAbçs
Darcio - Parabéns à todos!!!   | 200.207.157.xxx | 25-07-2006
Gostaria de deixar aqui meus PARABÉNS a todos os participantes desta prova, infelismente não pude participar, mas não faltarão oportunidades de compartilhar outras aventuras com vcs!!!

PARABÉNS À TODOS!!!

Abraços.

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